sábado, 1 de junho de 2013

"Neverwinter" e muito quente...

Não é todo dia que um jogo free to play, chama minha atenção, na verdade se um jogo é ou se torou free to play, eu provavelmente não dou atenção, contudo o novo D&D Neverwinter tinha uma vantagem sobre todos os outros... Horas e horas de gameplay de “Neverwinter Nights” 1 e 2 que tive na minha adolescência... A expectativa era grande e eu como macaco velho de muito PVE no WoW estava pronto para achar os defeitos.

A primeira surpresa foi a qualidade do jogo rodando no meu mac velho de guerra em cima de um windows emulado no bootcamp com uma placa de vídeo Intel. Ficou muito além do que eu esperava. As animações rodavam sem problemas e o conteúdo do início do jogo e o lore apresentado, me impressionaram.

A criação do personagem está bem eclética, podendo ser feito rapidamente em poucos cliques ou SUPER personalizada, igual à criação de um “Sim” no “The Sims”. Particularmente eu gostei da obrigação de se selecionar um backgroud padrão para o personagem. Pelo que eu entendi isso deve influenciar nas quest´s pessoais dele. A primeira missão é bem simples, pois seu personagem “nasce” praticamente pelado em uma praia e vai pegando itens lixo como parte da introdução ao jogo (ao contrário de outros MMO´s onde você começa com uma série de itens padrão já no inventário de seu personagem).

Daí para frente foi um pouco “ladeira a baixo”, pois quando entrei na cidade, minha empolgação estava fora de escala e eu estava pronto para reexplorar aquele ambiente que foi tão familiar para mim durante tanto tempo, mas infelizmente havia um lag no meio do caminho.

Não sei se o motivo foi ser o primeiro fim de semana de beta aberto ou se nenhuma de minhas internet´s resolveu me ajudar (Velox e GVT de 15 Mbits), mas era impossível um frame rate decente e 5 segundos de movimento contínuo dentro da instancia da cidade. Depois de muito lag e insistência, consegui chegar às primeiras quets e comecei meu solo play.

Algumas quets são instanciadas e nessas o jogo fica perfeito. Não tem lag e o jogo se comporta normalmente. Nessas horas consegui aproveitar ao máximo a experiência. Fiquei impressionado com a simplicidade da interface de combate. Eles tentaram reduzir ao máximo a quantidade de golpes que o personagem pode fazer, mas os golpes que ele faz, são fluidos e segmentados. Devo confessar que é bem parecido com a interface do “Guild Wars 2”. A possibilidade de achar itens “escondidos” é bem legal e eu como ladrão, podia desarmar armadilhas... Como eu me considero um jogador chato, pois sempre procuro detalhes, eu me satisfiz bem nesse quesito.

Pessoalmente, não gostei de duas coisas no jogo. O “bread crum trail” que te indica a direção para a próxima etapa da quest ativa, não é muito estimulante, pois na minha opinião, torna o jogador em um seguidor de script e deixa o jogo muito automático, deixando de lado toda a trama e história que existe nele. O outro fator é o HUD em geral. São muitos popups que aparecem do nada na tela, que tiram seu foco durante o jogo. Também não achei intuitivo o inventário estar quebrado em duas partes que são itens em geral e items de profissão. Achei que eram duas mochilas, mas aparentemente não são. Como acabei de chegar ao nível 10, só posso ver como e quais são as profissões agora, mas acredito que isso só irá confundir as pessoas.

Para concluir eu avaliei apenas a parte free do play desse jogo e se você não está a fim de gastar dinheiro, mas ainda assim, se deparar com um grande produto, essa é a escolha correta. Até onde joguei, não senti a necessidade de em momento algum comprar a moeda do jogo para trocar por itens ou algo parecido.

GG,

Diry_Pops

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